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SEGREX - EXPANSÃO DAS SEGUNDAS RESIDÊNCIAS E PLANEAMENTO DO DESENVOLVIMENTO TERRITORIAL EM PORTUGAL
Financiamento
- FCT/PTDC/GEO/68440/2006
Coordenação científica
- Prof. Zoran Roca
- Prof. José António Oliveira
- Prof. Maria Nazaré Roca (e-GEO, UNL)
Objectivos
O uso de segundas residências tem sido uma expressão importante da formação de uma "classe de lazer" e de modos de vida contemporâneos baseados na recreação, bem assim como um elemento constitutivo dos padrões pós-produtivistas do uso do solo e das mudanças nas paisagens rurais. Embora a própria noção de “segunda residência” tenha vindo a ser reavaliada bem como tenham vindo a ser propostas várias expressões alternativas, tais como “residências sazonais”, “residências de férias”, “residências de reformados”, “turismo residencial”, “empreendimentos turísticos”, “residências de recreio”, prevalecem na bibliografia as conceptualizações que opõem segunda residência/residência sazonal a primeira residência/residência permanente.
O crescimento das segundas residências tem sem dúvida suscitado novos temas para investigação, já que envolve várias dimensões interrelacionadas tais como: tipo de residentes – nacionais, emigrantes, estrangeiros; estatuto da propriedade – proprietário, arrendatário; tempo – fim-de-semana, sazonal, alternância com a primeira residência; localização – áreas rurais e peri urbanas, “resorts”; finalidade – lazer, recreação, trabalho; origem – primeiras residências que se tornaram secundárias, residências construídas de propósito para esse fim; tipo de edifícios – novas construções, velhas casas rurais.
Em Portugal, a expansão de segundas residências já atinge grandes proporções: no período 1991-2001 o seu número aumentou 40%, correspondendo em 2001 a 20% do total de alojamentos. No entanto, apesar deste fenómeno ter induzido alterações significativas nas características da identidade de muitos lugares e regiões e de se ter tornado um importante desafio para a gestão e sustentabilidade dos territórios, continua a haver lacunas quanto à sua interpretação científica integrada.
No Programa Nacional de Política de Ordenamento do Território (2006), o governo português chamou a atenção para a necessidade de controlar a expansão das segundas residências devido aos seus efeitos sobre o uso do solo e as paisagens. Porém, faltam aos governos locais os guias práticos, os métodos e os instrumentos para uma efectiva e eficiente integração da expansão das segundas residências nas políticas de desenvolvimento territorial e nos programas e instrumentos de planeamento, baseados num conhecimento empiricamente sustentado das forças motrizes, das características e dos efeitos deste fenómeno aos níveis municipal e inter municipal.
Este projecto pretende ser um contributo neste sentido, i. e., o seu principal objectivo é aprofundar o conhecimento do fenómeno da expansão das segundas residências em Portugal, enquanto questão fundamental para a organização do território e para as respectivas políticas de desenvolvimento e de planeamento.
Actividades
Irá ser desenvolvido um modelo conceptual e metodológico para o estudo do fenómeno da expansão das segundas residências, inspirado nas teorias sobre o meio rural pós-produtivo e sobre o modelo Vebleniano de investimentos crescentes de consumo de segundas residências.
Será efectuado um extenso trabalho de campo na Região Oeste, a qual tem sido marcada pela presença e por um crescimento acima da média nacional de segundas residências, por municípios com diferentes níveis de desenvolvimento e pela forte presença de amenidades ambientais (p. e., áreas litorais, interior rural, património cultural, etc.). Esta região é referida no Plano Nacional Estratégico de Turismo (2006) como uma das regiões com maior potencial para a expansão do turismo residencial, largamente sustentado em segundas residências.
Os resultados do projecto serão disponibilizados aos 308 municípios portugueses, bem assim como disseminados através de redes internacionais que se dedicam ao estudo da paisagem e da ocupação do solo, ao planeamento regional e urbano e a outros aspectos do desenvolvimento territorial.
Actividades realizadas
Apresentação pública, Óbidos, 22/05/2009 Fotos | Programa
Publicações (link)
Parcerias institucionais
ENRI - Eastern Norway Research Institute (link)
e-GEO - Centro de Estudos de Geografia e Planeamento Regional, Universidade Nova de Lisboa (link)
ADRO - Agência para o Desenvolvimento da Região Oeste (link)
LEADEROESTE - Associação para o Desenvolvimento Rural do Oeste (link)
Município de Óbidos (link)

SEGREX


Título: SEGREX - EXPANSÃO DAS SEGUNDAS RESIDÊNCIAS E PLANEAMENTO DO DESENVOLVIMENTO TERRITORIAL EM PORTUGAL

 

Financiamento

- FCT/PTDC/GEO/68440/2006

 

Coordenação científica

- Prof. Zoran Roca

- Prof. José António Oliveira

- Prof. Maria Nazaré Roca (e-GEO, UNL)

 

Objectivos


O uso de segundas residências tem sido uma expressão importante da formação de uma "classe de lazer" e de modos de vida contemporâneos baseados na recreação, bem assim como um elemento constitutivo dos padrões pós-produtivistas do uso do solo e das mudanças nas paisagens rurais. Embora a própria noção de “segunda residência” tenha vindo a ser reavaliada bem como tenham vindo a ser propostas várias expressões alternativas, tais como “residências sazonais”, “residências de férias”, “residências de reformados”, “turismo residencial”, “empreendimentos turísticos”, “residências de recreio”, prevalecem na bibliografia as conceptualizações que opõem segunda residência/residência sazonal a primeira residência/residência permanente.

O crescimento das segundas residências tem sem dúvida suscitado novos temas para investigação, já que envolve várias dimensões interrelacionadas tais como: tipo de residentes – nacionais, emigrantes, estrangeiros; estatuto da propriedade – proprietário, arrendatário; tempo – fim-de-semana, sazonal, alternância com a primeira residência; localização – áreas rurais e peri urbanas, “resorts”; finalidade – lazer, recreação, trabalho; origem – primeiras residências que se tornaram secundárias, residências construídas de propósito para esse fim; tipo de edifícios – novas construções, velhas casas rurais.

Em Portugal, a expansão de segundas residências já atinge grandes proporções: no período 1991-2001 o seu número aumentou 40%, correspondendo em 2001 a 20% do total de alojamentos. No entanto, apesar deste fenómeno ter induzido alterações significativas nas características da identidade de muitos lugares e regiões e de se ter tornado um importante desafio para a gestão e sustentabilidade dos territórios, continua a haver lacunas quanto à sua interpretação científica integrada.

No Programa Nacional de Política de Ordenamento do Território (2006), o governo português chamou a atenção para a necessidade de controlar a expansão das segundas residências devido aos seus efeitos sobre o uso do solo e as paisagens. Porém, faltam aos governos locais os guias práticos, os métodos e os instrumentos para uma efectiva e eficiente integração da expansão das segundas residências nas políticas de desenvolvimento territorial e nos programas e instrumentos de planeamento, baseados num conhecimento empiricamente sustentado das forças motrizes, das características e dos efeitos deste fenómeno aos níveis municipal e inter municipal.
Este projecto pretende ser um contributo neste sentido, i. e., o seu principal objectivo é aprofundar o conhecimento do fenómeno da expansão das segundas residências em Portugal, enquanto questão fundamental para a organização do território e para as respectivas políticas de desenvolvimento e de planeamento.


Actividades


Irá ser desenvolvido um modelo conceptual e metodológico para o estudo do fenómeno da expansão das segundas residências, inspirado nas teorias sobre o meio rural pós-produtivo e sobre o modelo Vebleniano de investimentos crescentes de consumo de segundas residências.Será efectuado um extenso trabalho de campo na Região Oeste, a qual tem sido marcada pela presença e por um crescimento acima da média nacional de segundas residências, por municípios com diferentes níveis de desenvolvimento e pela forte presença de amenidades ambientais (p. e., áreas litorais, interior rural, património cultural, etc.). Esta região é referida no Plano Nacional Estratégico de Turismo (2006) como uma das regiões com maior potencial para a expansão do turismo residencial, largamente sustentado em segundas residências.Os resultados do projecto serão disponibilizados aos 308 municípios portugueses, bem assim como disseminados através de redes internacionais que se dedicam ao estudo da paisagem e da ocupação do solo, ao planeamento regional e urbano e a outros aspectos do desenvolvimento territorial. 

 

Eventos


Apresentação pública, Óbidos, 22/05/2009 (Programa)

33ª Edição GeoForum: "TURISMO RESIDENCIAL EM ESPANHA - LIÇÕES PARA O PLANEAMENTO DO TERRITÓRIO", António Aledo Tur, Universidade de Alicante, Espanha


Publicações


J. A. Oliveira, Z. Roca, M.N. Roca, “Estudo das Segundas Residências em Portugal: Desafios Conceptuais e Metodológicos”. In N. Santo e L. Cunha (coord.) Triunfos de uma Geografia Activa: Desenvolvimento Local, Ambiente, Ordenamento e Tecnologia, Coimbra: Imprensa da Universidade de Coimbra, pp. 247 – 256. 2011 (ISBN: 978-989-26-0111-3)

J.A. Oliveira, “The housing problem and the evolution of homeownership culture: from “clandestine” neighborhoods to second homes”. In: D. Belyaev, Z. Roca (Eds.) Portugal in the Era of the Knowledge Society. pp. 305-339. Lisboa: Edições Lusófonas. 2011 (ISBN: 978-972-8881-98-6)

J.A. Oliveira, M.N. Roca, Z. Roca, “Segundas residências e turismo residencial: novas formas de habitação, novo mercado imobiliário”, Actas da 1.ª Conferência de Planeamento Regional e Urbano & 11.º Workshop APDR “Território, Mercado Imobiliário e a Habitação”, 11 de Novembro de 2011, Universidade de Aveiro, pp. 161 – 177. 2011. (ISBN 978-972-789-359-1)

J.A. Oliveira, Z. Roca, N. Leitão, “Territorial Identity and Development: From Topophilia to Terraphilia”, Land Use Policy, Volume 27, Issue 3, pp. 801-814. 2010

M.N Roca, Z. Roca, J.A. Oliveira, “Features and Impacts of Second Homes Expansion: The Case of the Oeste Region, Portugal”, Hrvatski geografski glasnik, vol. 73, no.2, pp. 111-128. 2011

M.N. Roca, J.A. Oliveira, Z. Roca, “Seconda casa e turismo della seconda casa en Portogallo”. In T. Romita (Ed.) Il Turismo Residenziale. Nuovi stili di vita e di residenzialità, governance del territorio e sviluppo sostenibile del turismo in Europa. Milano: Franco Angeli. pp. 111-130. 2010 (ISBN: 9788856825732)

M.N. Roca, J.A. Oliveira, Z. Roca, L. Costa. “A expansão das segundas residências na região Oeste vista pelo poder local”, Actas do VIII Congresso da Geografia Portuguesa “Repensar a Geografia para novos desafios, Lisboa: Instituto de Geografia e Ordenamento do Território, 26-29 Outubro. 2011. (ISBN 978-972-99436-4-5)

M.N. Roca, N. Leitão, “Segundas Residências em Meio Rural: O Caso da Região Oeste”, Portugal, Actas do XI Colóquio Ibérico de Geografia, 1 a 4 de Outubro, Alcalà de Henares. 2008 (CD-Rom)

M.N. Roca, Z. Roca, J. A. Oliveira, “Expansão das segundas residências em Portugal” em Redes e Desenvolvimento Regional, Praia: APDR. 2009. pp. 2448 – 2474. 2009 (ISBN 978-989-96353-0-2).

Z. Roca, M.N. Roca, Kulturnaya identichnost i razvitie kulturnogo landshafta (terrafiliya), in Y. Vedenin; T. Semenova: Materialy mezhdunarodnogo nauchno-prakticheskogo seminara "Upravlenie Vsemirnym naslediem i global'nye vyzovy sovremennosti"/ 1-3 marta 2011, Moskva, Institut Naslediya, 2011, pp.116-128. 2011 (ISBN 978-5-86443-173-3; CD-Rom)

Z. Roca, P. Claval and J. Agnew (Eds.), “Landscapes, Identities and Development”. Farnham (UK): Ashgate Publishers. 2011 (ISBN: 978-1-4094-0554-2)


Parcerias institucionais


ENRI - Eastern Norway Research Institute

e-GEO - Centro de Estudos de Geografia e Planeamento Regional, Universidade Nova de Lisboa

ADRO - Agência para o Desenvolvimento da Região Oeste

LEADEROESTE - Associação para o Desenvolvimento Rural do Oeste

Município de Óbidos

 
 
 
 

Pesquisa

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